Golpe do Amor: o Estelionato Sentimental no Brasil
Este levantamento reúne dados públicos de estudos e pesquisas sobre o "golpe do amor" — o estelionato sentimental aplicado em plataformas de relacionamento. O objetivo é dimensionar o problema, explicar como ele funciona e mostrar quem são as vítimas, reunindo números de pesquisas de opinião, levantamentos jurídicos e relatórios de mercado publicados entre 2021 e 2026.
Amostra
Compilação de estudos públicos: 1.200 mulheres (Era Golpe, Não Amor); usuários de apps (Norton 2025); jurisprudência nacional (Trench Rossi Watanabe)
Período
Estudos publicados entre 2021 e 2026
mulheres já foram vítimas
4 em 10
Resposta rápida
O golpe do amor (estelionato sentimental) atinge 4 em cada 10 mulheres no Brasil, segundo compilação de estudos públicos de 2021 a 2026. As decisões judiciais sobre o tema cresceram 200% em cinco anos, e o prejuízo anual estimado vai de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão. O padrão: construção de vínculo rápido, recusa de videochamada e pedido de dinheiro com urgência.
Principais descobertas
- ✓ 4 em cada 10 mulheres já foram vítimas de estelionato sentimental no Brasil
- ✓ Decisões judiciais sobre o golpe do amor cresceram 200% em cinco anos: de 46 (2021) para 140 (2025)
- ✓ Golpes em apps de namoro causam prejuízo estimado de R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão por ano no Brasil
- ✓ 53% das vítimas foram solicitadas a emprestar dinheiro ao golpista
- ✓ 1 em cada 5 usuários de apps de relacionamento já foi alvo de golpistas
4 em 10
Mulheres vítimas
já sofreram golpe do amor
+200%
Crescimento judicial
de 46 para 140 decisões (2021–2025)
R$ 1 bi
Prejuízo anual
estimado com golpes em apps
1 em 5
Usuários alvo
de apps de relacionamento
Como o golpe do amor funciona
O golpista cria um perfil carismático, investe em uma relação rápida e intensa e, após ganhar a confiança da vítima, apresenta uma história de emergência — problema de saúde, viagem de negócios, investimento que deu errado — para pedir dinheiro. Segundo o estudo "Era Golpe, Não Amor", 53% das vítimas foram solicitadas a emprestar dinheiro e 25% a ajudar no pagamento de contas. O pedido costuma escalar com promessas de futuro e chantagem emocional. Qualquer pedido de dinheiro ou dados bancários é um sinal de alerta — confira nossas dicas para evitar golpes em sites de relacionamento e como reconhecer perfis falsos.
Quem são as vítimas
O perfil mais comum nas vítimas é o de mulheres entre 40 e 70 anos, frequentemente em situações de solidão, viuvez ou divórcio recente — contextos de carência afetiva que aumentam a receptividade. Por isso, pessoas mais velhas estão entre os alvos preferenciais, e o tema ganhou destaque também no guia de relacionamento online para maiores de 50. Os números cresceram junto com a digitalização: enquanto em 2021 havia 46 decisões judiciais mencionando o estelionato sentimental, em 2025 foram 140 — um salto de 200%. Em julho de 2025, o STJ reconheceu que simular um relacionamento para obter vantagem financeira é ato ilícito e gera direito a indenização.
Como se proteger e o que fazer
A proteção começa com bons hábitos: nunca envie dinheiro para quem você não conheceu pessoalmente, desconfie de histórias perfeitas demais, faça videochamadas antes do encontro e mantenha as conversas dentro do app até criar confiança. Se você suspeitar de um golpe, denuncie o perfil na plataforma, reúna as evidências (prints, comprovantes, mensagens) e registre boletim de ocorrência. Se houve transferência, contate o banco imediatamente. O prejuízo emocional é real — por isso, denunciar também protege outras pessoas. Veja mais orientações na nossa central de segurança.
Metodologia
Análise de dados secundários com triangulação de fontes públicas: pesquisas de opinião, levantamentos jurídicos e relatórios de mercado. Cada percentual refere-se à amostra do estudo original, listado na seção de fontes deste material.
Perguntas frequentes
O que é o golpe do amor? +
É o estelionato sentimental, conhecido internacionalmente como romance scam: o golpista simula uma relação amorosa para obter dinheiro, bens ou dados pessoais da vítima.
Quem é mais atingido pelo golpe do amor? +
Mulheres entre 40 e 70 anos e idosos em situações de solidão ou vulnerabilidade emocional. A pesquisa "Era Golpe, Não Amor" aponta que 4 em cada 10 mulheres já foram vítimas.
O que fazer se eu fui vítima do golpe do amor? +
Denuncie o perfil na plataforma, registre boletim de ocorrência, preserve provas (prints, comprovantes) e, se houve transferência, contate o banco imediatamente. Busque orientação jurídica quando possível.